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Censo 2022: saneamento básico melhora no país, mas 49 milhões não têm acesso a esgotamento sanitário

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no final de fevereiro, o Censo 2022. O levantamento traz informações importantes, como número de habitantes, acesso ao saneamento básico e à coleta de lixo nos municípios brasileiros, que podem subsidiar políticas públicas para solucionar os problemas da população.

O Brasil possui atualmente 203 milhões de habitantes, com uma população mais feminina (51,5% da população) e mais idosa. O país registrou o maior salto de envelhecimento entre dois censos desde 1940. Em 2010, a cada 30,7 idosos (65 anos ou mais), o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens.

O saneamento básico melhorou no país. No entanto, em 2022, 24,3% da população ainda moram em domicílios sem rede coletora de esgoto ou fossa séptica. Ao todo, são 49 milhões de habitantes sem acesso adequado a esgotamento sanitário. Em relação à água encanada, 4,8 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a este tipo de abastecimento.

No Rio de Janeiro, 99,57% dos moradores possuem abastecimento de água adequado e 95,72% têm rede de esgoto disponível. O percentual de moradores em casas com banheiro chega a 99,9%, enquanto o 99,08% são beneficiados com coleta de lixo.

Ainda há no Brasil 1,2 milhão de pessoas que vivem em 367 mil lares sem banheiro, nem mesmo externo ou precário, segundo os dados do Censo 2022. Esta realidade reforça a importância de Lei de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social – Athis (Lei Federal nº 11.888/2008), que prevê assistência técnica pública e gratuita para reforma, ampliação ou regularização fundiária de suas residências.

Outro destaque do Censo 2022 é que o IBGE retomou o termo favela em seus trabalhos censitários e outras publicações após 50 anos, contribuindo para o reconhecimento desses territórios.

*Com informações do jornal O Globo

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