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CAU/RJ participa de debate sobre revitalização da área central no evento “O Rio do Futuro”

Foto: @fabiocordeirofoto

A revitalização do Centro do Rio foi um dos temas debatidos no evento “O Rio do Futuro”, promovido pela Editora Globo e a Rádio CBN, na quarta-feira, 6, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.  A mesa contou com a participação do presidente do CAU/RJ, Pablo Benetti, do Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio, Chicão Bulhões; do presidente do Sindilojas Rio, Aldo Carlos de Moura Gonçalves; do vereador Marcelo Arar; e Pedro Augusto Guimarães, representante da Associação dos Promotores de Eventos do Setor de Entretenimento.

Segundo o secretário Chicão Bulhões, dois fatores são essenciais para revitalizar o Centro do Rio: infraestrutura e regulação, e atração de investimentos. Ele falou sobre alguns projetos desenvolvidos pela prefeitura, como o Reviver Cultural, em que a prefeitura incentiva atrações culturais em lojas comerciais do Centro, da Rua da Cerveja, a ser implantada na Rua da Carioca e do projeto do Porto Maravalley, para fomentar educação, tecnologia e negócios na região do Porto Maravilha.

Foto: @fabiocordeirofoto

Em resposta, o presidente do CAU/RJ, Pablo Benetti, observou que a capital possui um estoque de prédios públicos das esferas municipal, estadual e federal que poderiam ser convertidos em habitação de interesse popular. “Isso possibilitaria, no meu ponto de vista, um novo desenho do Centro da cidade. O que o Chicão colocou está corretíssimo. Foi feita uma lei que estimula o mercado e o mercado responde. Só que na nossa área disciplinar há uma pequena diferença entre lei e projeto urbano. Há muitos setores da sociedade que estão fora desse mercado. A maior parte do déficit habitacional está concentrada na população de 1 a 3 salários mínimos. Olhar para essa diversidade, para a desigualdade social, e colocar isso na agenda, me parece fundamental”, afirmou.

O vereador Marcelo Arar lembrou a importância histórica do Rio e avaliou que o Reviver Centro terá grande influência no renascimento desta área da cidade. Já o presidente do Sindilojas Rio, Aldo Gonçalves, ressaltou problemas que afetam a região como a violência e a desordem urbana. “Qualquer outra ação se torna inviável se essas questões não forem resolvidas. A violência e a desordem urbana têm atrapalhado muito tanto as atividades comerciais quanto o comércio”, pontuou.

Para Pedro Guimarães, representante da Associação dos Promotores de Eventos do Setor de Entretenimento, é necessário promover iniciativas com a cara do Rio de Janeiro. “Para ser boa para turista, a cidade precisa ser boa para quem vive nela”, disse. Ele avaliou também que os eventos culturais contribuem para a ocupação do território e para torná-lo conhecido para mais pessoas.

O evento “O Rio do Futuro” discutiu, ainda, o papel do público e do privado na recuperação do Rio e avanços e desafios do sistema BRT nesta quarta-feira. Os temas Finanças e desenvolvimento e Sociedade serão debatidos nos dias 13 e 14 de dezembro.

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